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 Canteiro de Ideias
PORQUE NÃO CHOREI NA MORTE DA MINHA IRMÃ!

( Texto revisto, corrigido e acrescido! )


Estamos no ano de 2013, no início do décimo primeiro mês, segundo a contagem do calendário adotado pelo mundo que se diz cristão, e, por conseguinte, também no Brasil. Inicialmente gostaríamos de dizer que o objetivo do texto é relatar a nossa vivência diante dos recentes acontecimentos que nos pegou desprevenidos, mas não, totalmente, de surpresa, pois já esperávamos algum acontecimento mais complexo, devido às nossas visões noturnas e as nossas intuições.


O texto é a nossa última homenagem àquela que partilhou, por 51 anos, de sua existência física, material, no seio e fora da família em que vimos a luz deste mundo, junto a estes irmãos espirituais que viemos chamar de pais e irmãos consanguíneos. Nossa esperança particular é a de que esta presente jornada carnal possa ter aberto, tanto para ela quanto para nós outros, a possibilidade de virmos criar laços mais estreitos, no grande futuro, laços de amor e de afeto reais. Reais por não se fundamentarem nas ilusões que a carne e a matéria física nos propiciam. E, também, o presente texto não deixa de ser um agradecimento aos que, de um modo ou outro, estiveram conosco, naquele instante; ou que vieram nos cumprimentar posteriormente, seja via telefone, e-mails, cartões ou pessoalmente. Finalmente, é, igualmente, meu tributo à Vida, a Deus e a quem mais este texto vier tocar o coração, levando-o a outras reflexões, mais amplas, acerca da Vida e da Morte!

Entretanto, ressaltamos que não temos o objetivo de agradar a quem quer que seja, mas, simplesmente, traçar nossas observações, percepções e ponderações ocorridas em razão dos acontecimentos de que vimos falando. No entanto, não poderíamos negar que a nossa esperança é a de que o presente relato possa ser, de algum modo, útil a quem quiser e se der ao devido trabalho. Mesmo porque não temos a pretensão de torná-lo curto, conforme está do agrado e das expectativas de muitos ou de uma grande maioria atualmente, que gostam de ler textos curtos, sintéticos... mesmo que vazios ou ocos! Fazer-se o quê? Não é?! Enquanto a cruz de uns é salvação, a de outros é perdição (problemão)! Isto acontece! Porém, não é uma perdição eterna, conforme querem uma considerável parcela de humanos carentes de uma orientação melhor e mais correta acerca da Vida, do Amor e do Criador. Portanto, repetimos, perdição eterna não existe no seio de um Deus de amor!

Mas, retomando... Se você gostar deste depoimento ou lhe parecer de alguma utilidade, divida-o com outros. De nossa parte, estaremos publicando-o em nossos blogs e o compartilharemos em algumas listas; também, pediremos à esposa sensível para compartilhá-lo no seu Facebook, caso considere que valha a pena. Então, deixo aqui, desde este momento, este pedido! Qualquer coisa, é apenas: Marcar (selecionar), copiar e colar! (rsrs)

Continuando, para alguns nossas palavras poderá ser chocante; para outros, indiferente ou, quiçá até, revoltante. Seja como for, se a raiva visitar teu coração em razão do que dissermos, tenho a lhe dizer o seguinte: Se não acreditas em nada, ou seja, és ateu: Então, tens o meu mais profundo silêncio. Apenas isto: Silêncio! Agora, se és religioso lhe direi então que não entendestes nada! Entretanto, se te atreves a dizer-te Cristão, então, te lamento profundamente. Por que? Ora, tu te dizes Cristão e não o sabes?! Pois deverias sabê-lo! Mas, vou te relembrar: Mateus 5:22! Continuas sem entender?! Bom, se não conheces tanto assim as Escrituras, então, citarei: "todo aquele que se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e quem disser a seu irmão: Raca, será réu diante do sinédrio; e quem lhe disser: Tolo, será réu do fogo do inferno". Não preciso acrescentar mais nada, preciso?! E, por que não?! Ora, porque tudo está dito nestas singelas linhas orientativas!

Crianças (1), não preciso falar da importância de sabermos observar a si mesmo. Mas, hoje quero falar do interessante que é observar os acontecimentos e as pessoas - de modo especial - em torno deste momento que chamamos MORTE. As reações das pessoas, as nossas próprias reações e tudo aquilo que somos ou pensamos ser, as ideias que dizemos abrigar... os sentimentos que alimentamos... Enfim, tudo, mas tudo mesmo que envolve esta circunstância que deveria ser, em nossa singela opinião, uma celebração à vida, uma vez que a morte, pelo menos, para nós, não existe neste Universo de Deus; não no Universo criado pelo Deus Meu, neste sentido, somos inteiramente concorde com Antoine Lavoisier quando diz: "Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma"; assim, não poderia deixar de ser muito interessantíssimo observarmo-nos e podermos constatar não somente em nós, mas, também, nos outros, as diversas reações e posicionamentos. E nós olhamos e vemos! Os movimentos sociais, superficiais, sentimentais, culturais, ideológicos, racionais e etc, etc, etc... São uma multidão de reações, de sentimentos, de pensamentos, de condutas, comportamentos... e, na maioria das vezes, até mesmo fazendo parte de uma única criatura... Ficamos maravilhados! Se é que nos entende!

Tá certo que ficamos agradecidos a todos os que vieram nos dar um abraço, em solidariedade ao momento, seja no dia ou posteriormente. Por isto mesmo, para nós, foi uma grata surpresa vermos despontar entre a multidão a "cabecita" de nosso colega de trabalho: O Renato Righi! Depois, ver aparecer no meio da multidão o Ronaldo, o Max, a Lelé, a Rosa e o Carlinhos... Mas, entendemos as reações daqueles que quiseram ir e não tiveram a precisa coragem... ou daqueles outros que mesmo querendo não conseguiram demandar a tal território, por "n" motivos e razões... Entendemos, mesmo que entristecidos, as reações e comportamentos daqueles junto aos quais compartilhamos momentos mais dolorosos, quando nos mantivemos ao lado deles com a nossa presença, talvez, quem sabe, não pudemos estar com eles inteiramente, de corpo e alma, para assim, agora, no hoje, nos vermos relegados a um suposto esquecimento, real ou fictício. Não estamos reclamando, ao expressar estes nossos sentimentos! Em tudo vemos razões imponderáveis gerindo nossos destinos e nossas vidas! E se isto não fosse suficiente para aquietar as dores de nosso peito, voltamos o nosso olhar para o perene MODELO de nossas vidas e o vemos igualmente solitário, mesmo estando entre dois ladrões... e com toda uma multidão aos seus pés... Assim, quem somos nós para reclamar de alguma coisa? Mesmo porque, tudo que nos ocorre é justo e merecido; enquanto a Ele que merecia, senão a nossa eterna e perene gratidão e reconhecimento?

Por entre os percalços da presente jornada, compartilhamos os caminhos de pessoas muitos divergentes e contraditórias entre si, mesmo entre aquelas que se dizem professarem as mesmas crenças. Compartilhamos a vida de pessoas com opiniões e ideias tão diferentes... e as vemos! Certamente não temos o olhar percuciente do Divino Amigo, capaz de devassar os nossos mais recônditos esconderijos e ver a fieira de nossas diversas vidas... Mas, as vemos dentro das nossas limitações e imperfeições. E nos perguntamos: Como podemos professar determinados conceitos e agir totalmente ao contrário? Conforme disse, vejo que esta situação deve-se ao fato de sermos crianças imaturas brincando de viver! Tais como Públio Lentulus, o Senador Romano, que procurou o Excelso Médico na calada da noite, nós também, o louvamos ao calor causticante do meio dia, mas assim que cai as sombras da noite, buscamos aquilo que mais apetece aos nossos corações: Quiçá uma intriga aqui, uma fofoca ali... Somos capazes de prejudicar os outros, de desejar o mal para o nosso próximo, de modos tão sutis e traiçoeiros... e, mesmo assim, não nos envergonhamos de atrever a dizer que somos Cristãos. Mas, lembramos que Ele mesmo disse muito bem: Nem todos que me dizem Senhor, Senhor significa que está comigo! (2) Ou que, guarda-me em seu coração!

Nós vemos! E não carece de tentar nos convencer do contrário; antes, convença sua própria Consciência na hora oportuna, pois lhe garantimos que ela virá. Virá para todos nós! Sem falha e sem faltar... A morte... Ah, a morte! Hora da verdade! Hora do grande silêncio... ou, de muito barulho! Tudo depende da vida que vivemos... do que fizemos... do que deixamos de fazer! É a chamada para a prova final do estágio escolar que aqui realizamos, será o momento da prestação do vestibular de nossas vidas... para podermos aferir nossas competências, verificar se somos capacitados a adentrarmos a uma nova universidade... Estudamos o suficiente? Aprendemos? O que aprendemos? Estava correto? Era verdadeiro o que abraçamos? Ou seriam meras ilusões?... Ah, a morte! Que momento mágico! Transcendente!... É triste constatar, mas, muitos dos que ficam não podem vislumbrar estas verdades, esta realidade... Oh! Se pudessem ver... Mudariam - por completo - suas vidas, suas concepções...

O Universo comporta e é composto de infinitas dimensões... Muitas moradas! (3) A morte é um portal, um buraco de minhoca (8), que nos conduz a uma destas diversas dimensões... É isto! Apenas uma passagem! Um check-in, no qual temos de desvestir-nos da roupagem física para assumirmos uma outra (4)... Só isto! Mas, a nossa consciência prossegue além, carregando suas culpas, suas dores, problemas, ansiedades... Ou a paz, a harmonia, a serenidade que construiu para si mesma! Portanto, em nossas mãos a nossa felicidade, o nosso destino!

Conhecemos muitos abrigando a ilusão de que ao deixarem a vida física ficarão em um eterno e inútil repouso, esperando a vinda de Quem já veio e vem todos os dias, conforme o atesta os próprios Evangelhos. Cristo nos visita todos os dias, nós é que nos encontramos fechados para ouvir seus chamados ou vermos as diversas e infinitas visitas (vindas) aos nossos corações, todos os dias! Esquecemos que Ele mesmo disse: Meu Pai trabalha até agora e, portanto, eu também! (5)

Consequentemente, não existe estagnação no Universo. Isso, sim, seria a verdadeira Morte! Tudo no Universo está em constante trabalho, em ação, em movimento, em transformação... O repouso é a morte! Mesmo em nosso sono, a alma trabalha... se agita... se movimenta... Mesmo na meditação nirvânica, o repouso da mente tem de ser ativo! Nada de preguiça, de inação, de inatividade... Se não fosse assim, seria a verdadeira morte... Mas esta, a morte, o Universo não tolera! Daí o porque ter de vir a destruição, que nada mais é do que uma chamada à renovação, à reconstrução, a uma reestruturação, em novas bases, do que estava inativo, morto! Parado! Estagnado! Adormecido!...
 
E "morrem" planetas, sois e galáxias... em eterna renovação, remodelação... pois, não pode haver estagnação, repouso absoluto. "Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também!" (5)

E muitos, mesmo assim, creem em separações eternas, em repouso sem sentido... em sono sem lógica... em inferno e sofrimentos eternos... como se Deus fosse algum carrasco, maníaco ou psicopata! Talvez, o deus deles possa ser assim mesmo, pois, afinal, o construíram à própria imagem e semelhança. Mas não o Meu Deus! Este não, este é pleno de amor, de entendimento, de sabedoria e de misericórdia!.. Ele não somente permite a salvação de todos, mas quer que todos se salvem, pois todos são os Seus filhos, obras de Seu Amor. Por conseguinte, mesmo os que hoje se encontram no mal, fazendo e praticando maldades e injustiças... Um dia brilharão junto às estrelas... após conquistarem sua salvação, em vidas de dor, suor e lágrimas! As mãos que causaram destruição, terá que reconstruir, refazer o que destroçaram um dia. Mesmo que estas reconstruções varem e requeiram milênios, séculos de trabalhos e de esforços, porém que são estas eternidades para Aquele que Existe Desde Todo O Sempre? E, mesmo para nós outros, que, ao sermos criados pelo Bem Supremo, pela Eterna Vida, nos tornamos imortais?

Sinceramente, não entendemos como pode existir gente, pessoas, que acreditam em um inferno eterno, em separações eternas... em uma vida inútil no seio deste Cosmos cheio de Vida, de trilhões de zilhões de viventes (6)...  Todos filhos do mesmo Pai, do mesmo Criador, Daquele que chamamos e conhecemos como Deus. Só mesmo aqueles que O fizeram à sua imagem e semelhança pode acreditar em um absurdo destes... Se pensarmos bem, é um Deus psicopata, tais quais os próprios! Prefiro o Deus dos não terráqueos, pois é um Deus soberanamente justo e amoroso; todo Misericórdia e Bondade. Querem saber por que, no final, eu gosto muitíssimo da Verdade? Pois, lhes direi!

Porque, ela não nos pede licença para ser a Verdade! Ela é o que é! E ponto! Logo, pouco importa o que pensamos, ou o que achamos, o que ajuizamos e etc. Ou, o que você ou eu queremos, interpretamos, ou acreditamos... A Verdade está acima de nós, brilhando como sempre brilhou por todas as eternidades e em todas as dimensões. E tanto nós quanto todos, sem exceção, estaremos um dia diante dela. E creiam-me, até lá, nós preferimos as nossas "verdades", pois elas nos falam de um Deus de amor e todo bondade; assim, nós, as preferimos, em vez de acreditarmos numa psicopatia criada pela loucura de alguns humanos, tais como danações eternas e coisas do gênero. Vamos pensar! Se um pai terreno que nada é, mas, com um mínimo de bondade e de bom senso, dará tantas oportunidades aos seus filhos quantas forem necessárias, por que Deus deveria ser pior do que eles?

Loucura! "Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente." (Paulo, I Coríntios 2:14.)

Já outros, acreditam em purgatórios e infernos eternos... Isto não existe dentro de uma lógica sã, pois Deus não necessita de sangue ou se sente saciado com a dor ou o desespero de seus filhos. Que espécie de deus seria este? Vão me perdoar, mas isto não é deus. É outra coisa! Aliás, só mesmo um psicopata para agir dentro destes parâmetros. Cruz credo! Mas, que espécie de deus este povo tem adorado? Meu deus, quanta loucura e maluquice! Por isto, preferimos o Pai apresentado por Jesus do que aquele revelado por Moisés! O Deus de Jesus se torna nosso Pai e nos ama infinitamente... Este tem lógica, mais sentido e mais bom senso. Ficamos com ele! O de Moisés quer sangue e vingança contra seus inimigos. Por falar nisto, teria Deus inimigos? Para nós, isto não tem senso algum. Para Deus ter inimigo teria de ser alguém ou algo igual a Ele mesmo e isto não pode ser, porque, dentro de nossas limitadas concepções: Deus é único. E se não o for, não é Deus.
 
E, por outro lado, se Deus tiver por inimigo alguém inferior a Ele, que Lhe é mais frágil, sem nenhuma possibilidade de Lhe opor, ou fazer frente a Ele... tais como nós, os humanos... Ele se tornaria um covarde! Cruel e mesquinho! E este é o deus deste povo: Um psicopata, nas atuais definições da psiquiatria! Por isto mesmo, é estranho esperarmos um mundo sem guerras, onde vige a paz e a fraternidade seja cabedal de todos os dias, alimentando uma ideia do Divino como esta! Isto demonstra, cabalmente, a nossa loucura! E, poderia ser diferente? Claro que não, somente será diferente, quando o homem for diferente! Quando ele se curar da sua psicopatia! E isto se dará, queiramos ou não, porque, primeiro, Deus não é esta loucura; e, segundo, porque este deus é a criação do homem que o criou à sua imagem e semelhança. E não o contrário! Mesmo porque, Deus não tem forma, não tem barbas e nem nada que se assemelha a aparência humana atual.
 
Muito bem! Dentro desta aceitação e destas concepções, não choramos por nossa irmã, pois não a perdemos. Ela continua plena, mesmo que labutando contra as dificuldades que criou para si mesma, é certo, mas, foram suas escolhas e a vida que quis e tomou para si, com a permissão Daquele Que Tudo Rege e Administra. Em consequência, vamos esperar que melhore, que abra seus olhos para a grande realidade da Vida. E no dia que isto vier a acontecer, estaremos aqui ou além de braços abertos.

Este é apenas um pequeno staccato na composição de nossas vidas, pois ela não morreu, apenas deixou a veste de carne e se encontra logo ali, além de nossas percepções físicas. Apenas isto! Enquanto ela está lá, estaremos nós aqui, igualmente, pelejando contra as nossas imperfeições, aguardando o nosso próprio momento de retorno, na esperança de que quando este vier, estejamos melhor preparados para enfrentar a nossa própria realidade e a realidade que viermos a encontrar. Pois sabemos e temos plena certeza de que, neste instante, estaremos enxergando melhor as pessoas que ficaram, os seus reais sentimentos, o que fizeram, o que sentiram, o que pensaram... E, do mesmo modo, os nossos próprios! Portanto, se não estivermos preparados, isto pode vir a ser dolorosíssimo!  Mas, por isto mesmo, e desde já, procuramos aceitar os outros como são, tal como Jesus nos tem ensinado: "Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem." (Lucas 23:34.)

Jesus é o roteiro constante de nossas vidas, a bússola segura! Quem compreende isto e assim procura viver é um bem-aventurado. Está a construir sua salvação! O Reino dos Céus desde aqui. Para estes, Jesus está a vir todos os dias. E todos os dias, visita seu coração!

Não chorei porque estaria chorando por mim e não por ela. Senti sim sua partida, mas fui confortado e consolado pela certeza de que a viagem é breve e, logo ali, estaremos juntos novamente, obviamente, se for de nossos interesses e das nossas capacidades. Mas, seja como for, para quê o desespero? Mesmo que o reencontro não possa se dar em mais breve tempo, por que a angustia? Ora, somos imortais, portanto, eternos e um dia estaremos reunidos tal como não somos capazes de conceber por hora. Então, não nos desesperamos. E, assim, as nossas lágrimas foram momentâneas, rápidas, ocorridas durante o embarque nesta estação de trem, onde, o mesmo, nos leva a novas terras, novas paisagens, a novas lutas e desafios. E, por isto mesmo, temos de ficar bem e tranquilos para que possamos enviar a ela que parte, na conformidade de suas criações, as nossas melhores vibrações.

Ali, diante daquele momento, lançamos, por momentos, um olhar ao futuro e refletimos: Quando nossa vez chegar, queremos partir esperançosos e muito felizes por termos, ao menos, tentado cumprir com os nossos deveres. Por termos buscado transcender nossas imperfeições e termos aceitado não um Deus, mas um Pai Todo Amor E Bondade que estamos aprendendo a conhecer e admirar, um pouquinho, a cada dia. E que sabemos e temos a certeza de que nos abraça todos os dias, que nos sustenta, que nos dá vida e vida em abundância, não para que fiquemos inativos, ou em sofrimentos eternos sem sentido, mas para que construamos nosso destino, o nosso futuro, a nossa felicidade, a nossa paz e a nossa serenidade. Não poderíamos querer um Pai melhor do que este! E, por isto mesmo, Te Louvamos hoje e sempre!

E, dentro deste entendimento profundo, pudemos gritar como Paulo: "Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?" (I Coríntios 15:55.) E ante nossa visão psíquica pudemos vislumbrar a certeza da Vida e do Amor de Deus para conosco. Lamentamos por aqueles que não conseguem abraçar este reconforto, porém, permanecemos serenos, pois, igualmente, sabemos que um dia também serão! E com isto nos alegramos na paz e na alegria que este Pai Maravilhoso reservou aos justos e sábios. Não que sejamos tanto assim, temos consciência de nossa pequenez e deficiências, mas pela misericórdia Daquele que nos deu e nos dá a Vida, sentimos o serenar das gotículas desta grandiosidade e aí, sim, choramos de alegria, de contentamento e de felicidade. E nos curvamos, baixando à nossa cabeça até ao chão, tal como os nossos irmãos muçulmanos, em honra, homenagem e glória à Aquele Que É Todo Amor E Bondade Eternos!

Permanecemos, por alguns instantes, em profunda paz, na certeza da Vida perene e sem fim. Vida ativa, de movimento, de trabalho, de lutas e esforços... que continua sempre! Não uma vida de inutilidade, de perda de tempo, ou de infernos sem remissão, ou de um céu beócio, feito de eterna preguiça e inutilidade. Não, isto não! Aguarda-nos o esplendor do trabalho, das lutas edificantes, de novos desafios... Certamente, para os que queiram, para os que amam o trabalho, por amar a Deus, pois Ele e Jesus trabalha até agora! (5)  Assim, por que nós outros deveríamos nos encontrar em situação ou posição de inutilidade? Sempre a loucura humana contrapondo as Realidades da Vida!

Vá minha irmã, abra seus olhos, não se submeta as maluquices humanas, aceite as realidades da Vida e prossiga, destemida, avante! Aceite as dificuldades de seus irmãos que ficaram, seja em que condição for. Trabalhe, cresça e amadureça para ajudar os que precisam, ou os que ficaram, quem sabe?, pois, afinal, esta é a Ordem Universal que temos, como agora poderás vislumbrar e entender em novas bases: Um novo mandamento vou dou (7)...

Daqui, tens o meu preito de gratidão, de reconhecimento e meus votos de felicidade, de forças, de serenidade, de confiança, na certeza do Amor Que Vela Por Todos Nós! No mais, me perdoe se não derramei copiosas lágrimas por e em tua partida, mas é que meu coração se reconforta em muitas certezas. E maior jubilo do que este não poderia ter: A certeza da continuação da vida, e de nossos possíveis encontros, se assim Jesus nos permitir, pois já os tive com vários outros que antecederam a ti, minha irmã. E, no final, minhas lágrimas seriam por demais egoístas, pois estava somente pensando em mim mesmo, na minha perda, na distância... Mas, ao lembrar de tuas novas lutas, das dificuldades que tens a vencer e que somente teu coração por ora o sabes, quais são e como são. No entanto, também posso vislumbrar a extensão das mesmas... por isto mesmo, me fortaleci, para poder enviar-lhe minhas vibrações de incentivo, meus pensamentos de confiança e meus sentimentos mais genuínos de carinho, de afeto e de reconhecimento!

A vida prossegue plena e bela, como sempre foi, é e será, principalmente, para os que sabem ver, ouvir e compreender!

Lutei a minha vida toda para saber de onde vim, onde estou e para onde vou. Hoje, posso dizer com toda tranquilidade e serenidade: Já sei, enfim, descobri! E rejubilo-me com tudo isto, meu coração grita de felicidade e de reconhecimento a Deus, por Ele ter-me propiciado todas estas vivências e descobertas... E, hoje, sei, mais do que nunca: Verdadeiramente, sem Ele nada sou!

Abraços eternos!



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(1) - Porque olho o mundo e as pessoas e as vejo e me vejo como crianças, em diferentes fases de crescimento mento-espiritual - se é que me entendes!
(2) - Mateus 7:21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
:22 Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres?
:23 Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.
(3) - João 14:2: Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar.
(4) - I Coríntios 15:40: Também há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres.
(5) - João 5:17.
(6) - Ser, alma, espíritos...
(7) - João 13:34: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei a vós, que também vós vos ameis uns aos outros.
- I João 2:8: Contudo é um novo mandamento que vos escrevo, o qual é verdadeiro nele e em vós; porque as trevas vão passando, e já brilha a verdadeira luz.
- II João 1:5: 5 E agora, senhora, rogo-te, não como te escrevendo um novo mandamento, mas aquele mesmo que desde o princípio tivemos: que nos amemos uns aos outros.
(8) - Em física, um buraco de verme ou buraco de minhoca é uma característica topológica hipotética do continuum espaço-tempo, a qual é, em essência, um "atalho" através do espaço e do tempo. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Buraco_de_minhoca).

 

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COMENTÁRIOS:
 
Alguns corações não compreenderam na amplitude desejável a nossa proposta ao redigirmos o texto acima. Até certo ponto, isto era esperado e normal. No entanto, infelizmente, pouquíssimos são aqueles que conseguem transpor as barreiras das motivações íntimas (que são extremamente diversificadas) e se posicionarem. Respeitamos as dificuldade de cada um, porém não somos concordes com a postura de se falar pelas costas. Uma coisa é eu ter minhas próprias questões e guardá-las comigo; outra, bem diferente, é eu sair dizendo por aí e não a quem de direito.
Por outro lado, vemos também a preocupação sincera e honesta de alguns com a nossa pessoa e nos comovemos com isto. Sentimos nosso coração tocado pelo carinho destes!
Para aqueles mencionados no primeiro parágrafo, não temos muito o que dizer, pois eles mesmos quitaram qualquer forma de entendimento, de diálogo! Já para os segundos, acreditamos que nossa resposta a um coração sensível e amoroso que deixamos abaixo, seja suficiente para esclarecê-los um pouco mais.
 
 
 
CARTA DE B. PAULA:
Carlos,
Boa noite.
Desculpe, mas só hoje tive tempo de abrir m/c.postal e fiquei sabendo do ocorrido. Que Deus conforte aos parentes que sofrem e não têm o mesmo crescimento espiritual que vc. É o que posso dizer pela m/concepção religiosa e, é de coração.
Também perdi m/irmão mais velho, em setembro, exatamente no dia do m/ aniversário.
Vc escreve muito bem. Lindo e comovente.
Carlos, a vc e a V. um abraço carinhoso e sincero. B. Paula

 

RESPOSTA:

Oi B. Paula,
Fiquei feliz por seu contato e por suas palavras carinhosas.
Conheço sim a sinceridade de seu coração e, por isto mesmo, me comovo com as suas lembranças acerca de nossa pessoa...
Sobre a passagem de seu irmão, fico meio sem saber o que dizer nestas horas. Sinceramente, esperamos que o texto redigido por nós possa ter também, de algum modo, lhe afagado o coração amoroso e sensível.
Não conhecemos plenamente (em todas as nuances) as concepções religiosas adotadas por ti, assim espero que o texto não tenha lhe constrangido, mas, ao contrário, tenha lhe sido um refrigério para os sentimentos, talvez, ainda doloridos pela recente "suposta perda". Te confesso (e lhe peço, antecipadamente, desculpas, por qualquer constrangimento que minhas palavras venham ocasionar), mas para aqueles que tem em Deus um Pai de Amor, sabemos que não existem perdas; apenas uma separação momentânea ou um pouco mais longa. Apenas isto!
Não sei se, no texto escrito por nós, consegui extravasar esta certeza com tanta clareza quanto gostaria, dentro da lógica e de um bom senso sadios. Nele, meu maior desejo foi que as pessoas conseguissem elementos diferentes para avaliar as próprias concepções acerca do tema Vida e Morte. Vejo que temos muitos problemas nesta área devido a concepções francamente errôneas ou esdruxulas. O que é lastimável!
Sabe, B. Paula, ainda me vejo e vejo a humanidade em geral em um nível infantil muito primário. Daí o existir de tanta dor, sofrimento, violência, guerras, doenças e flagelos com os quais nos vemos a braços. Tudo poderia ser diferente, se fôssemos diferentes! Mas, por outro lado, vejo também que aos pouquinhos, com enormes dificuldades e lutas, estamos caminhando. E um dia chegaremos lá! Também, me parece bem óbvio, não sem antes passarmos por muita dor e sofrimento. Toda destruição (renovação) é dolorosa, não porque ela o é em si mesmo, mas devido às nossas próprias cristalizações e resistências às mudanças!
Um grande beijo em seu coração,
Carlos

 

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